Ou estamos na mesa, ou somos o menu

África e o fim do direito internacional: o que se decidir agora vai reger o mundo por cem anos.

Em Berlim, as potências discutiram o destino de África sem os africanos à mesa.
Vamos aceitar que o nosso futuro volte a ser decidido sem nós?

Hoje, as regras do mundo estão a ser disputadas. E nós corremos o risco de ficar a olhar, para depois nos lamentarmos das decisões que outros tomaram.

O direito internacional não impediu as guerras coloniais. Não impediu a nossa guerra de dezasseis anos.

Mas o enfraquecimento dessa ordem também traz perigos: sem regras, os mais fortes têm ainda mais espaço para se impor.

É aqui que coloco a pergunta: podemos transformar esta crise numa oportunidade para ter uma palavra nas decisões?

Sozinhos, dificilmente. Como africanos, temos de ir juntos.

Moçambique já teve um papel importante na libertação do Zimbabué e na luta contra o apartheid. Não éramos os mais fortes. Tínhamos uma visão e a coragem de agir com os outros.

Precisamos de recuperar essa capacidade. Primeiro na África Austral, depois com o continente.

O que está em jogo não é o prestígio dos nossos dirigentes. É o futuro dos nossos filhos e netos.

Ou estamos na mesa, ou somos o menu.

Por onde deveria Moçambique começar? Responda a esta pergunta e partilhe a conversa com quem também pensa nisto.

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